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domingo, 2 de junho de 2013

Programação Semana do Meio Ambiente 2013 em Fortaleza



SEMANA DO MEIO AMBIENTE
“DEGRADAÇÃO AMBIENTAL É VIOLÊNCIA CONTRA TODOS OS POVOS”
Programação 01 a 09 de junho de 2013
01 de junho de 2013 (sábado)
14 h – Roda de Conversa “Degradação Socioambiental e os Impactos sobre a Vida das Mulheres Pobres e Negras”, no Grupo La-Femme: Luta Feminina pela Emancipação da Mulher Explorada, com mulheres da Comunidade São Francisco, Bairro Quintino Cunha – Fortaleza.

03 de junho de 2013 (segunda-feira)
17 h – Sessão solene de entrega do Título de Cidadã Cearense à Profa. Raquel Rigotto no Plenário 13 de Maio, da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.

04 de junho de 2013 (terça-feira)
9 h – Audiência “Caso Zé Maria do Tomé” para escuta das testemunhas de acusação no Fórum de Justiça Estadual de Limoeiro do Norte-CE, com Mobilização Popular.
10 h – Entrega de Documento no Fórum Clóvis Beviláqua/Fortaleza-CE - Representação contra o Juiz Titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, Francisco das Chagas Barreto Alves.
16 h – Roda de Conversa “Degradação Socioambiental e os Impactos sobre a Vida das Mulheres Pobres e Negras” com as Mulheres do Grande Bom Jardim, União dos Moradores do Bairro do Caninde.

05 de junho de 2013 (quarta-feira)
8 – 18 hExposição Vida e Cultura dos Povosna Praça do Ferreira/Fortaleza-CE.
8 – 12 h – Abertura do Seminário “Ecologia de Saberes para Justiça Ambiental: Lutas, Resistências e Alternativas” na ADUFC (Av. da Universidade 2646,Benfica, Fortaleza/CE).
8 h – Ato Público em Defesa da Demarcação de Terras Indígenas no Ceará, no Palácio da Abolição.

10:30 h - Sessão solene de entrega da Placa de Homenagem a movimentos sociais e organizações pela relevante prestação de serviços ao meio ambiente, aos povos e cidade de Fortaleza-CE, na Câmara Municipal de Fortaleza.

9 - 12 h – Plenária dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos no Centro Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza (Av. Dom Manuel, 339 – Centro, Fortaleza-CE).
14 h – Ato Público do Dia Mundial do Meio Ambiente: “Degradação Ambiental é Violência contra Todos os Povos”. Concentração na Praça da Bandeira, seguido em caminhada até a Praça do Ferreira.
17 h – Mobilizações, exposições, oficinas e apresentações culturais na Praça do Ferreira, durante o Ato Público do Dia Mundial do Meio Ambiente.
A confirmar - 19 h – Encontro de lideranças de comunidades de pescadores e pescadoras da Zona Costeira do Ceará e organizações parceiras.

06 de junho de 2013 (quinta-feira)
8 – 17 h (com intervalo para almoço) – 2º dia do Seminário “Ecologia de Saberes para Justiça Ambiental: Lutas, Resistências e Alternativas”, na ADUFC (Av. da Universidade 2646,Benfica, Fortaleza/CE).
9 h- Reunião de lideranças indígenas com a Reitoria da Universidade Estadual do Ceará, para discutir a formação de professores indígenas no Ceará.
19:30 h – Lançamento do Vídeo-Documentário:  De Caetité (BA) a Santa Quitéria (CE): As Sagas da Exploração do Urânio no Brasil; e da Cartilha: As Resistências à Exploração do Urânio e Fosfato em Itataia e ao Programa Nuclear Brasileiro, na ADUFC (Av. da Universidade 2646,Benfica, Fortaleza/CE).

07 de junho de 2013 (sexta-feira)
8 – 12 h – 3º dia do Seminário “Ecologia de Saberes para Justiça Ambiental: Lutas, Resistências e Alternativas” na ADUFC (Av. da Universidade 2646,Benfica, Fortaleza/CE).
8 – 17 h (com intervalo para almoço)1º dia da Oficina de Cartografia Social no Cumbe - Aracati/CE.
A confirmar - Audiência Pública sobre organização dos Catadores e Catadoras de Caucaia
15h – Ato Unificado em Defesa do Rio Maranguapinho (Bom Jardim).

08 de junho de 2013 (sábado)
7 – 12 h - Feira Agroecológica do Benfica (Praça da Gentilândia, Fortaleza-CE).
8 – 17 h (com intervalo para almoço)2º dia da Oficina de Cartografia Social no Cumbe - Aracati/CE.

09 de junho de 2013 (sábado)
8 – 12 h 3º dia da Oficina de Cartografia Social no Cumbe - Aracati/CE.
16 – 19 h - Festa da Vida: Deixa nascer, crescer, fluir o amor (Parque Ecológico Rio Branco, Av. Pontes Vieira, s/n, Fortaleza-CE).

Alguns Grupos, movimentos e entidades envolvidas na construção da Semana do Meio Ambiente

Articulações comunitárias do Bom Jardim
Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza
Centro de Assessoria Jurídica Universitária/UFC
Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza
Comitê Permanente de Apoio à Causa Indígena
Comitê Popular da Copa
Departamento de Geografia da UFC
Diaconia
Estudantes secundaristas de Fortaleza
Feira Agroecológica
Flor do Urucum
Fórum Cearense de Mulheres
Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará/FDZCC
Grupo Agroecológico/UFC
Grupo consumo Responsável de Fortaleza
Instituto Negra do Ceará
Instituto Terramar
Instituto Viramundo
Mandato Ecos da Cidade
Movimento Crítica Radical
Movimento Pró-Árvore
Movimento Proparque
Núcleo TRAMAS/UFC
Povo indígena Pitaguary
Povo indígena Tapeba
PPDDH-CE
Quem dera ser um peixe
Rede de Catadores/as de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos do Estado do Ceará
Rede de Desenvolvimento Sustentável do Grande Bom Jardim
RUMA/Rede Brasileira de Justiça Ambiental –RBJA

Movimentos Sociais no Ceará vão às ruas de Fortaleza no Dia Mundial do Meio Ambiente



Por justiça ambiental e pelas culturas e direitos dos povos é que diversos grupos do Ceará irão às ruas do Centro de Fortaleza no próximo dia 05 de junho, quarta feira. A Concentração do Ato será às 14 horas, na Praça da Bandeira.
 O destino final será a Praça do Ferreira, onde estarão acontecendo, durante todo o dia, a exposição fotográfica Vida e Cultura dos Povos e outras atividades de Educação Ambiental. No encontro do Ato com a exposição, previsto para as 17h, haverá apresentações artísticas e manifestações dos movimentos denunciando injustiças sociais e ambientais, e as violações de direitos coletivos no campo, nas cidades, nas serras e praias do Estado do Ceará.
Na pauta dos movimentos se destacam, dentre outros: os impactos sobre as comunidades ameaçadas de despejo com as obras para a Copa das Confederações e Copa de 2014; a marginalização das populações pobres urbanas, de maioria negra; A luta pela conservação de áreas verdes, como os Parques do Cocó e Rio Branco, em Fortaleza; O sofrimento dos povos indígenas que têm seus territórios ancestrais invadidos por grandes projetos, como são os casos dos Povos Tapeba, Pitaguary e Tremembé; As perdas das populações camponesas com a expansão e privilégios do agronegócio, uso de agrotóxicos e trabalho escravo; As perdas dos pescadores e pescadoras artesanais frente às ameaças e riscos sobre seus territórios ancestrais; O agravo do racismo e das desigualdades de gênero; A tragédia da Seca no Nordeste e a privatização da Água; O avanço dos fundamentalismos contra Mulheres, LGBTs e os direitos de crença e culto; O avanço de políticas fascistas contra a população pobre, negra e indígena; A criminalização dos movimentos sociais, a flexibilização da legislação ambiental e a baixa preocupação dos poderes públicos com os direitos dos povos.
As atividades industriais, o agronegócio, os megaeventos, o turismo de massa, a especulação imobiliária e a apropriação empresarial do espaço urbano, dentre outros, representam concentração fundiária, privatização dos territórios e dos bens de uso comum, degradação dos ecossistemas e da biodiversidade, empobrecimento e marginalização dos povos e de sua diversidade cultural e econômica. Nesse contexto, as articulações, grupos e movimentos envolvidos nesta mobilização do dia 5 pretendem contribuir para a consciência crítica na sociedade, de modo a resgatar a capacidade de se preocupar e agir solidariamente diante dos problemas mencionados.
Participam da organização e já estão confirmados pelo menos 30 coletivos, dentre movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Esta iniciativa integra a Semana do Meio Ambiente 2013, quando uma extensa programação será realizada por articulações e movimentos da sociedade civil no Ceará, entre os dias 01 e 09 de junho (Veja o programa em anexo, com os nomes de entidades organizadoras). Além do Ato Público, ocorrerão, em diferentes locais do estado: seminários, apresentações culturais, atividades de educação ambiental, dentre outras, encerrando-se com a Festa da Vida dia 9, das 16 às 19h, no Parque Ecológico Rio Branco.
Serviço
O quê – Ato Público Degradação Ambiental é Violência contra todos os Povos
Quando – 05 de junho
Onde e a que horas – Concentração às 14h na Praça da Bandeira
Mais informações: (85) 88188267 – Camila Garcia; (85) 88663430 - Andréa Camurça; (85) 88377665 – Cris Faustino; (85) 85166243- Regina Célia e Ademir Costa (85) 99949052 [este último, sobre a Festa da Vida 2013]. 

Programação:

http://camaradacarlos.blogspot.com.br/2013/06/programacao-semana-do-meio-ambiente.html 

domingo, 23 de dezembro de 2012

PC do B na HABITAFOR

O PC do B de Fortaleza mudou de mala e cunha da gestão da petista Luizianne Lins para o governo de Roberto Claúdio, PSB. Evaldo Lima, eleito vereador de Fortaleza pelo PC do B e ex-secretário de esporte de Luizianne, será o líder do prefeito na câmara. Eliana Gomes que não foi reeleita a vereadora pelo PC do B, assumirá a secretária de Habitação ( HABITAFOR ). Eliana Gomes foi presidente da FBFF ( Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza) e atuou junto com a ex-secretária da HABITAFOR Olinda Marques na rede NUHAB ( Núcleo de Habitação e Meio Ambiente) e FERU ( Fórum Estadual de Reforma Urbana). E aí, Eliana Gomes será a continuidade de Olinda Marques?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ESCANDALOSO: JUÍZA APLICA MULTA DE R$50.000 POR DIA AO MTST!


A Juíza Bárbara Carola Cardoso de Almeida, da Segunda Vara de Embu das Artes, acrescentou mais uma decisão absurda e ofensiva aos movimentos sociais à lista do Judiciário brasileiro.
Em sentença publica no último dia 7 de maio, esta senhora definiu pela proibição da construção de moradias na área atualmente ocupada pelo MTST, onde está instalado o Acampamento Novo Pinheirinho de Embu. Esta decisão já era esperada, dada a parcialidade e falta de bom senso com que a juíza conduziu o processo desde 2006. Espera-se que o Tribunal de Justiça corrija tal decisão.
Decisão marcada por parcialidade, a tal ponto que a própria CDHU, proprietária do terreno, entrou com ação na Corregedoria do Judiciário contra esta senhora. Além disso, há o curioso fato de que a escrevente da Vara comandada pela juíza, Aurora Hodnik, é irmã da autora da ação que propõe o impedimento da construção, Maria Isabel Hodnik, que representa um setor elitista da região que se traveste de ambientalista.
Como se não bastasse a decisão sobre a construção no terreno, a juíza determinou que o MTST, que ocupa a área desde 2 de março, deve pagar uma multa diária de R$50.000 enquanto a ocupação persistir. Determinou ainda abertura de ação criminal contra coordenadores do Movimento.
Isso mesmo: R$50.000 ao dia. Será que esta senhora teria o mesmo rigor para julgar os reais desmatadores? Os beneficiários do Novo Código Florestal? As grandes empresas que poluem e dostroem?
Estamos diante de um caso absurdo de criminalização dos movimentos sociais e tentativa de intimidação pela toga. O MTST não se curvará, nem deixará de lutar por ações desta natureza.
Fonte:


quarta-feira, 4 de abril de 2012

campanha nacional Contra os Crimes da Copa

Manifestações em diversas cidades repudiam os preparativos para a Copa e pedem a realização de um plebiscito popular sobre o tema.

Hoje, dia 4 de abril, é lançada a campanha nacional Contra os Crimes da Copa, promovida pela frente nacional de movimento populares Resistência Urbana. As ações estão acontecendo nas cidades de São Paulo, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Rio de Janeiro e Curitiba (cidades que vão sediar eventos da Copa). Em cada cidade, os manifestantes vão se reunir em frente a um dos estádios que estão sendo construídos ou reformados. Em São Paulo, a manifestação foi às 10h da manhã, diante das obras do estádio da abertura do evento, em Itaquera. Além dessas cidades, São Luiz e Belém que, embora não sejam cidades-sede já sofrem com os efeitos dos preparativos para o megaevento, também realizarão manifestações.

O objetivo fundamental da campanha é denunciar como as ações empreendidas para a preparação da Copa prejudicam a grande maioria da população brasileira e propor a realização de um plebiscito popular sobre os temas da Copa para que todos possam opinar acerca das decisões.

A Resistência Urbana coloca-se:

1. Contra os despejos e remoções relacionados às obras dos megaeventos.

2. Contra o uso de dinheiro público para os megaeventos. Por investimento em políticas públicas.

3. Contra a ingerência da FIFA. Soberania não se negocia.

fonte:http://www.mtst.org/index.php/inicio/404-resistencia-urbana-contra-os-crimes-da-copa.html

terça-feira, 3 de abril de 2012

Jornada Nacional de Luta Contra os Crimes da Copa



ResistenciaUrbana

Resistência Urbana - Manifesto sobre os Megaeventos Esportivos

Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016

Resistência Urbana é uma frente de movimentos populares presente na maioria dos estados brasileiros. Nosso compromisso é trabalhar para organizar vários setores de nossa sociedade, lutar por nossos direitos e, no longo prazo, construir o que denominamos poder popular. A vida só vai mudar de verdade quando o povo tomar a direção de seu destino e não permitir mais que uma pequena elite se beneficie do trabalho que é todos.

Mais uma vez, estamos promovendo esta Jornada Nacional de Lutas. O foco de nosso protesto são os chamados megaeventos esportivos: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A propaganda oficial, a euforia dos empresá-rios e a falta de informações sistematizadas na mídia faz que boa parte do povo brasileiro pense que esses eventos esportivos serão bons para o país, que elevarão a imagem do Brasil no exterior, que vão trazer centenas de milhares de turistas que aqui vão gastar milhões de dólares. Em suma, muitos acham que a Copa e as Olimpíadas vão beneficiar o povo como um todo.

Infelizmente, isso não é verdade. O número de beneficiados é muito pequeno. Inclui a classe política dirigente do país, alguns setores do grande capital nacional (redes de comunicação e empreiteiras, por exemplo), os cartolas de certos clubes, a Fifa e um punhado de empresas transnacionais, patrocinadoras dos eventos.

O número de prejudicados, porém, é imenso.

Perdem, em primeiro lugar, as dezenas de milhares de famílias diretamente afetadas pelos despejos e remoções realizadas em nome de obras viárias e de infraestrutura ou construções e reformas de estádios. O propalado programa habitacional do governo federal, com o sugestivo nome de Minha casa, minha vida tem um desempenho muito pior do que geralmente esse divulga. Da meta de construção de 1 milhão de casas, apenas 400 mil se referiam à população que ganha até três salários mínimos, e que corresponde a cerca de 90% do chamado déficit habitacional, ou seja, o número dos que não têm moradia digna, hoje na casa dos 7 milhões de famílias. A meta do Minha casa, minha vida é, portanto, tímida. E simplesmente não tem sido atingida. Do total prometido, pouco menos de metade foi efetivamente entregue, até agora, mesmo passado mais de um ano do prazo prometido. Isso para não falar que se trata de casas muito pequenas (em geral, 32 m2), que devem ser pagas por 25 anos, sem terreno para expansão futura, localizadas em áreas muito distantes, em geral sem infraestrutura, isto é, sem asfalto, sem transporte, sem escolas, creches ou postos de saúde. E os megaeventos esportivos agravam o quadro, pois despejam famílias das áreas consideradas “nobres”, num processo que chamamos de higienização social.

Perdem os torcedores de futebol. Muita gente parece supor que poderá acompanhar os jogos nos estádios, mas, durante a Copa ou as Olimpíadas, como se sabe, os ingressos, mesmo nos jogos menos importantes das fases classificatórias, não custarão menos do que R$ 700 ou R$ 1 mil. Essa lógica elitista deve, inclusive, se manter após as competições, pois os estádios novos ou reformados terão seu custo de manutenção elevado e, consequentemente, passarão a cobrar entradas bem mais caras.

Perde a população usuária dos serviços públicos, como a saúde e educação. Quando pedimos mais e melhores escolas ou postos de saúde, por exemplo, a resposta-padrão é que “não há verbas”. Agora, o cinismo dessa atitude fica mais claro do que nunca. Para melhorar a vida das pessoas, para dar acesso digno aos direitos garantidos pela Constituição, para construir a cidadania o Estado jamais tem dinheiro. Mas para erguer estádios que chegam a custar R$ 1 bilhão, para reformar aeroportos que servirão a relativamente poucas pessoas, para transferir bilhões de reais a grandes empreiteiras de obras públicas, para emprestar enormes somas a grandes empresas, bem, aí o dinheiro aparece.

Perdem os que pagam impostos. No Brasil, é preciso lembrar, a maior parte dos imposto está embutido em todos os produtos que compramos, inclusive os de primeira necessidade, como alimentos ou produtos de higiene e limpeza. Em nosso país, aliás, os ricos, apesar de reclamarem muito, praticamente não pagam impostos, seja porque os repassam para o consumidor, seja pela simples sonegação. Agora, como se não bastasse que o dinheiro dos impostos seja investido sem qualquer prioridade, assistimos o governo concedendo isenção tributária às empresas envolvidas com a Copa. Isso significa, simplesmente, que essas empresas não precisarão recolher impostos sobre os lucros que obtiverem com a competição. Por que o povo, que trabalho duro e ganha pouco, paga tanto imposto e o grande capital nacional e trans-nacional fica isento?

Perdem, enfim, todos os brasileiros. Um dos maiores bens de um país é a sua independência, a sua soberania. Nenhuma nação quer ser dominada por outra. Mas a chamada Lei Geral da Copa concede à Fifa algumas prerrogativas aviltantes, que fazem do Brasil um país ainda mais subordinado aos interesses do capital estrangeiro. Durante a Copa, nas áreas em que ocorrem os jogos serão montados tribunais especiais, verdadeiros tribunais de exceção, que julgarão alegados crimes que ocorrerem no entorno dos estádios, o que inclui até a venda de bebidas ou produtos alimentícios não autoriza-dos. Serão julgamentos muito rápidos (julga-mentos sumários), com restrito direito de defesa. Ao aceitar essas imposições, os governantes brasileiros passam ao mundo, não a imagem de um país dinâmico e moderno, mas do velho país subordinado e governado por uma elite mesqui-nha e antipopular.

Por tudo isso, o Resistência Urbana, frente nacional de movimentos populares, protesta contra os megaeventos esportivos e reivindica que as necessidades da população venham antes dos interesses do grande capital.

Confira dez pontos para refletir sobre a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

1. Despejos - As obras dos megaeventos levam a grande número de despejos violentos sem compensação às famílias removidas.

2. Obras: dinheiro público, lucros privados - Apesar de atenderem a interesses privados, as obras feitas para os megaeventos recebem enormes quantias de dinheiro público.

3. O exemplo do Pan 2007 - No Pan de 2007, no RJ, as obras custaram 10 vezes mais que o planejado e aumentaram a repressão, como as dezenas de mortes no Complexo do Alemão.

4. No resto do mundo também não deu certo - Os megaeventos sempre causaram prejuízos. Em Montreal, 1976, produziram dívidas que duram até hoje. As Olimpíadas de 2004 estão entre as causas da crise na Grécia. A África do Sul passa, hoje, por crise advinda da Copa de 2010.

5. Quem manda no Brasil é a FIFA? - Para sediar uma Copa do Mundo, o país deve abrir mão de sua soberania, permitindo que a FIFA influa nos impostos, nas licitações e até nas leis do país.

6. Futebol agora é coisa da elite? - Os ingressos para a Copa de 2014 serão caríssimos, proibitivos para quase todo do povo. É mais um passo no caminho da elitização do futebol brasileiro.

7. Quem são as marcas que mandam na Fifa - As marcas que dominam os megaeventos são constantemente envolvidas em escândalos financeiros e denúncias de superexploração no Terceiro Mundo.

8. Cidades não são marcas de negócio - Os megaeventos esportivos induzem as cidades a se agirem como um produto do mercado mundial, geridas pelos negócios e não pelo interesse da população.

9. A quem serve a cidade? - O planejamento da cidade fica submetido, à lógica da competição esportiva, que dura semanas, mas determina como a cidade será por várias décadas.

10. Como se deve gastar o dinheiro do povo? - Dinheiro para a Saúde, a Educação, a Moradia… dizem sempre que não tem. É justo, então, gastar com eventos que beneficiam tão poucas pessoas?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Debate “A luta de classes e a disputa pela cidade”

CARTA CONVITE
Aos companheiros de luta

Companheiros,
O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) inicia a partir de 2012 um trabalho no estado do Ceará com a perspectiva de construir a luta pela reforma urbana na região nordeste do Brasil.
Com o objetivo de, desde o inicio, construir um movimento que some esforços com as organizações sindicais, populares e estudantis mais combativas do estado, realizaremos uma primeira atividade para compartilhar e debater os problemas urbanos sob uma perspectiva de classe. Dessa forma apresentaremos também os objetivos gerais do MTST no Ceará.
O tema do debate é “A luta de classes e a disputa pela cidade” e ocorrerá no próximo dia 21 de março, quarta feira, às 18h30min no DCE da UFC com a participação de companheiros do movimento sindical e popular de Fortaleza.
Contamos com a participação dos companheiros, fundamental para construirmos na unidade um movimento popular que possa contribuir com os desafios da luta dos trabalhadores no estado do Ceará.

Saudações socialistas!
Coordenação Nacional do MTST, 15 de março de 2012.

Serviço:
Debate “A luta de classes e a disputa pela cidade”
Quando? 21 de março, quarta-feira
Horas? às 18h30min
Onde? DCE/UFC, Rua Clarindo Queiroz, nº 933, Centro.

Construir movimento anticapitalista no Ceará é urgente e necessário.

O coletivo Caravana da Periferia foi dissolvida e agora passa a ser identificado como Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) . Construir o MTST e a Frente de Resistência Urbana no Ceará não é um capricho, uma questão de vontade, mas, uma necessidade histórica. Diante de cooptação dos movimentos sociais aos governos do PT e PSB há necessidade urgente de uma alternativa anticapitalista aos problemas enfrentado pela classe trabalhadora.
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) surgiu em 1997 da necessidade de organizar a reforma urbana e garantir moradia a todos os cidadãos além de lutar por um modelo de cidade mais justa. Está organizado nos Estados do Rio de Janeiro,São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas, Roraima, Pará e Pernambuco. É um movimento de caráter social, político e popular. O MTST é uma organização autônoma com princípios, programa e forma de funcionamento próprios. Além do trabalho organizado de luta por moradia o MTST mobiliza pessoas em bairros pobres organizando lutas e propondo soluções para problemas que afligem os bairros periféricos pobres. O MTST defende uma transformação profunda da forma de organização da sociedade, como única maneira de atender aos interesses dos trabalhadores. Aposta na luta direta, em especial através das ocupações de terrenos urbanos ociosos, orientada no sentido da construção de poder popular.
Devido a um processo de debates e de construção que, já era do conhecimento de vários camaradas a Caravana da Periferia foi dissolvida e que todos os seus núcleos e setores passaram a compor o Coletivo Estadual do MTST- Ce (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), a CSP-CONLUTAS e Frente Nacional de Resistência Urbana.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal declara apoio aos trabalhadores sem moradia.

TODO APOIO AOS TRABALHADORES SEM MORADIA

da ocupação Teles de Menezes/Santa Cristina em Santo André (Novo Pinheirinho)

Nós, trabalhadores do Judiciário Federal, pela sua entidade –Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal- apoiamos a luta por moradia digna como um direito resguardado pela Constituição Federal a todo cidadão brasileiro.

Apoiamos essa ocupação porque entendemos que são legítimas as necessidades da população de baixa renda e sua disposição para lutar por melhores condições de vida.

Hoje, Santo André possui um déficit habitacional em que mais de 20.000 famílias não possuem moradia. A prefeitura tem uma previsão de entrega até o fim de 2012 de apenas 3.122 casas ou apartamentos. No entanto, até agora foram entregues apenas 924 (DGABC 09/03/2012).

Esse terreno, com cerca de 50.000 m², pertencente a um único proprietário, é classificado como Zona Especial de Interesse Social, ou seja, terreno baldio ou subutilizado que deve ser utilizado para a produção de moradias para a habitação de interesse social.

No início do mês de março cerca de 700 famílias ocuparam a área. Uma semana depois já são 1300 famílias. Isso expressa a falta de uma política habitacional no país que atenda a real necessidade da população que não pára de crescer.

São mulheres, crianças e demais trabalhadores que possuem baixos salários com a necessidade e o sonho da casa própria.

No decorrer da semana os trabalhadores sem teto buscaram dialogar com o proprietário e a prefeitura no intuito de que o poder público interceda a fim de adquirir o terreno e firme parceria com a CDHU. Essa proposta possibilita a aquisição de imóvel com o valor de pagamento mensal de acordo com a renda per capita familiar.

No entanto, o proprietário já entrou com o pedido de reintegração de posse e no momento aguarda-se a decisão judicial. Não queremos que ocorra em Santo André o massacre ocorrido em São José dos Campos, no bairro Pinheirinho. Queremos que a prefeitura de Santo André intermedeie essa negociação, pois é responsável juntamente com o governo do estado e o governo federal pela falta de moradia na cidade, e que o juiz que acompanha o caso, conhecedor da realidade local, se utilize da legislação para fazer justiça em prol dos trabalhadores sem moradia e não determine nenhuma ação violenta

- Por moradia digna a todos os trabalhadores!

- Contra todo tipo de repressão à luta dos trabalhadores!

- Por melhores condições de vida, trabalho e salário digno!

- Por mais verba federal, estadual e municipal para moradia!

- Que não tenhamos nenhuma trabalhadora, nenhum trabalhador e nenhuma criança sem teto!

- Por mais verba pública para os serviços públicos!


sexta-feira, 9 de março de 2012

FINAL DE SEMANA DE APOIO AOS NOVOS PINHEIRINHOS


Para comemorar uma semana das Ocupações Novo Pinheirinho em Embu das Artes e Santo André, o MTST realizará atos político-culturais de solidariedade aos acampamentos. Não apenas para comemorar, mas principalmente em defesa das novas ocupações diante dos riscos de despejo.
Convidamos todos a participarem destas atividades:
Sábado (10/3) - 16 hs: Ato político-cultural na Ocupação Novo Pinheirinho de EMBU DAS ARTES
Local: Parque Pirajuçara, Embu, terreno conhecido como “Roque Valente”. Pode-se entrar no local pela Rua Indianópolis, próximo a campo de futebol.
Como chegar: Rodovia Regis Bittencourt / Saída de Embu / Avenida Rotary.
Domingo (11/3) - 14 hs.: Ato político-cultural na Ocupação Novo Pinheirinho de SANTO ANDRÉ
Local: Rua Adriático, s/n - Jd. do Estádio - Santo André
Como chegar: Centro de Santo André / Rua Carijós / Rua Adriático
Já estão confirmadas as presenças de grupos musicais, sindicatos, parlamentares e de personalidades, como o companheiro Plinio de Arruda Sampaio. Para o MTST é fundamental a presença de todos que apoiam esta luta.
A ocupação de Embu já conta com cerca de 2.200 famílias e a de Santo André com cerca de 700. Nos dois casos, já existem ações judiciais que pretendem despejar os trabalhadores em favor da especulação imobiliária.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado

" Este vídeo revela os jogos de interesses na expulsão dos 9.000 moradores da ocupação Pinheirinho, de 8 anos, em São José dos Campos. Traz, também, imagens do dia da desocupação (22/01) e depoimentos sobre a truculência policial. "
Camaradas, vale apena ver e divulgar este vídeo, produzido por comunicadores populares, claro, já que, o jornalismo comercial, não pode ser imparcial e por isso tem limite, ou seja, censura da divulgação da verdade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Grande ato em solidariedade ao Pinheirinho.

SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO
CHEGA DE MASSACRE DO PSDB AO POVO POBRE!
GRANDE ATO UNIFICADO 25 DE JANEIRO
CONCENTRAÇÃO 9:00 NA SÉ – SÃO PAULO

SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO!
CHEGA DE MASSACRES DO PSDB!
DILMA DESAPROPIE O PINHEIRINHO!
Todos têm acompanhado desde domingo 22 de janeiro, a truculência e violência que sofrem os companheiros do Pinheirinho. Alckmin e Cury (PSDB) e a juíza Márcia Loureiro ordenaram a desocupação com um contingente de 2 mil homens da policia militar em São José dos Campos para desalojar nove mil moradores que estão na área ocupada desde 2004.
Homens, mulheres, crianças e idosos foram surpreendidos pela manhã, com um aparato de guerra, cercando o Pinheirinho deixando os moradores sem chances de defesa.
Vamos organizar a solidariedade e ir à luta
Devido à urgência da situação e a quantidade de atividades que estão sendo programadas pelos mais diversos setores da sociedade, os presentes decidiram constituir um Comitê para coordenar as atividades na cidade e região da Grande São Paulo.
Além de ajudar na organização e divulgação dos protestos que estão sendo convocados, o Comitê também irá centralizar a campanha financeira e de auxílio material aos desabrigados, hoje uma das maiores necessidades daqueles que foram expulsos de suas casas. Serão montados postos de arrecadação de alimentos, roupas e doações e entidades, políticos e artistas serão procurados para contribuir financeiramente.
As atividades começaram a tomar as ruas amanhã, 25 de janeiro, quando será feriado, em função do aniversário da cidade. Durante todo o dia, o Comitê irá conclamar a população a dar um verdadeiro presente para São Paulo e protestar em defesa do Pinheirinho. A campanha vai tomar as ruas, com cartazes, faixas e a panfletagem de uma “Carta Aberta”, esclarecendo a população sobre o que realmente está acontecendo no Pinheirinho e chamando todos à solidariedade. Além disso, programadas algumas atividades centrais:
ð 9 horas: concentração na Praça da Sé, onde autoridades comparecerão à missa que será realizada, com posterior deslocamento para o Pátio do Colégio, onde ocorrerá outro evento.
É muito importante que todas as entidades, organizações e movimentos participem e divulguem mais essa iniciativa em defesa do povo do Pinheirinho.
COMITÊ DE APOIO AO POVO DO PINHEIRINHO
Sindicato dos Metroviários
Pastoral Operária Metropolitana São Paulo
Fórum das Pastorais Sociais
CSP Conlutas
Sindicato dos Químicos de Osasco
Unidos Pra Lutar
ANEL
Frente em Defesa do Povo Palestino
Sintusp
Fenajuf
Sinsprev-SP
FenaspS
Sindsef-SP
Fórum Popular de Saúde
Movimento Quilombo Rassa e Classe
Grupo de História da Unifesp
CEGE/USP
Apeoesp Sub sede São Miguel
Sinpeem-SP
Sintrajud
Oposição Alternativa
MINOB
Oposição de Correios-SP
Associação Cultural corrente Libertadora
PSTU
PSOL
POR