sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Caos na saúde em Fortaleza
Ontem por volta das 23h, tive que acompanhar a minha sogra com suspeita de AVC ao hospital municipal de Fortaleza, do Conjunto Ceará. Só tinha uma senhora para medir a pressão e disse que naquele momento não tinha nenhum médico. Por isso, nos orientou para ir ao hospital de Caucaia. Fomos então ao hospital Frotinha de Antônio Bezerra. Chegando lá encontramos vários pacientes esperando “pacientemente” horas por atendimento. Simplesmente um descaso. Isso causou um tumulto entre familiares e funcionários do hospital. Depois com a chegada de pessoas ligada à gestão “Fortaleza Bela”, apareceram médicos e “de repente” todos foram atendidos, a um ponto, de que às 2h de hoje, não tinha mais nenhuma pessoa em espera.
No entanto, apesar da situação, o que me chamou atenção foi troca de acusação entre os funcionários do hospital e os petistas com cargos de gestão, ligados a corrente política interna do PT, DS (Democracia Socialista). Os funcionários culpavam a prefeita Luizianne Lins por aquela situação, enquanto os petistas/Desistas acusavam os médicos de estarem dormindo em horário de trabalho.
Ora, estamos no capitalismo, onde não interessa saúde pública, gratuita e de qualidade porque gera lucro para os capitalistas donos de hospitais privadas. No entanto, o descaso é um efeito de cascata. Cada hospital tem uma direção que tem a responsabilidade de gerenciar os problemas do hospital. Portanto, questiono: Quem indica essa direção? Será que a prefeita não tem parcela de culpa do caos na saúde pública municipal? A secretaria de saúde não tem controle, a um ponto de cada qual fazer o que quer? Portanto, o que há é incompetência ou omissão da direção dos hospitais, da secretaria de saúde e do gabinete da prefeita?
Como justifica um Hospital de emergência só com uma profissional para medir pressão em plantão na madrugada? E se tinha médico, estava dormindo? E por isso fica? Bem, enquanto há quem se preocupa com a imagem política da prefeita, devemos é lutar pela vida digna de cada pessoa em primeiro lugar. A prefeita Luizianne Lins vende a imagem de sua gestão de cuidar bem das pessoas, infelizmente, por experiência nada agradável, provamos o contrário.
IGREJA UNIVERSAL-FILHAS DE EDIR MACEDO RINDO DA DESGRAÇA ALHEIA
As babacas rindo com gargalhadas estéricas da desgraça de outro ser humano.
Essa é a solidariedade humana ensinada pela IURD. A prática, o exemplo fala muito mais do que dezenas de horas de discurso. TRISTE! Afinal, Deus perdoa?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Policiais espancam jovem no meio da rua
Polícia despreparada para conciliar conflito familiar. Esses policiais são desiquilibrados emocionalmente e merecem tratamentos psicológicos, além, claro, de responder por esse crime. Aliás, o que faz o FTA nessa ocorrência? Não existe mais a polícia comunitária? Essa é a polícia comunitária que dança break, aliada do hip-hop?
sábado, 3 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Os trabalhadores da empresa Johnson deflagraram greve
Químicos param Johnson
Os trabalhadores e trabalhadoras da Johnson deflagraram greve na empresa, ontem, 22, no terceiro turno por reivindicações específicas na fábrica. Hoje, durante a assembleia no primeiro turno, às 6h, e no horário administrativo, às 7h30, a empresa acionou a tropa de choque da PM para impedir a assembleia, negar o direito de greve e massacrar os trabalhadores com a força da opressão comum a um regime de Ditadura.
A tropa de choque reuniu os ônibus da empresa na Avenida Cassino Ricardo, conduziu todos em comboio até a empresa, interrompeu o trânsito no Jardim das Indústrias, impediu os trabalhadores de descerem para participar das assembleias e obrigaram os motoristas dos ônibus a avançar sobre o canteiro e entrar na empresa em alta velocidade. Os dirigentes do Sindicato dos Químicos foram barbaramente impedidos de chegar perto dos ônibus e falar com os trabalhadores, que foram mantidos em cárcere privado e violentamente oprimidos pela mira de escopetas da tropa de choque. O tal direito de ir e vir de cada trabalhador, de cada motorista que passava pelo local sucumbiu diante a violência da PM e da intenção da empresa em criar uma praça de guerra.
Cenas antes só vistas na época da Ditadura Militar foram produzidas pela tropa de choque para – ilegalmente – atuar como agentes da repressão a serviço dos interesses e lucros da empresa. É a barbárie da democracia da empresa e da violência da tropa de choque. É inadmissível constatar que em um estado de democracia os trabalhadores sejam tratados como reféns da Polícia Militar e coagidos sob a mira de armamento. A instituição que deveria proteger os trabalhadores e toda a sociedade colocou a vida dos cidadãos em risco.
Na assembleia do horário administrativo, a tropa de choque saiu marchando de dentro da empresa, como a Johnson fosse o quartel da PM, para mais uma vez tentar impedir a adesão à greve.
No total, a violência armada da polícia colocou cinco ônibus do primeiro turno e cinco do administrativo para dentro a força. Os outros dez ônibus do primeiro turno e sete do administrativo chegaram até a portaria da empresa na Dutra, mas não conseguiram impedir estes trabalhadores de descerem para participar da assembleia e aderir à greve ainda com mais vontade e sentimento de revolta contra a barbárie da tropa de choque.
Os trabalhadores mantiveram a greve deflagrada ontem à noite e ainda aprovaram um repúdio à ação da empresa em usar a polícia militar como guarda particular para escoltar e oprimir a categoria. Isso, de nenhuma forma, é aceitável em uma democracia.
Os trabalhadores também são solidários aos companheiros que foram mantidos reféns da tropa de choque e obrigados a entrar na empresa mesmo querendo participar da assembleia de greve.
A paralisação continua por tempo indeterminado. Dos quatro mil trabalhadores da empresa, aproximadamente, 600 foram escoltados a força, dois mil seguem de braços cruzados.
A Johnson fica no KM 154 da Rodovia Presidente Dutra. A portaria principal fica no Jardim das Indústrias.
Reivindicações específicas na Johnson
· Abono salarial;
· Vale-alimentação;
· 85% de hora extra em dias normais e 130% durante o descanso semanal renumerado, dias compensados e feriados;
· Gatilho salarial de 5%;
· Redução do custo do transporte dos trabalhadores;
· Redução da jornada para os trabalhadores das empresas terceirizadas em igualdade com os trabalhadores do grupo Johnson;
· Restabelecimento e reposição dos valores de piso salarial rebaixado pela empresa com equiparação garantindo-se função igual, salário igual;
· Fim do sistema de operações em que um trabalhador opera mais de uma máquina ao mesmo tempo;
· Garantia de 60 minutos de intervalo para refeição.
Mais informações:
Wellington Cabral, diretor do Sindicato dos Químicos. Tel.: (12) 7820-9357
Nancy, assessoria política. Tel.: (12) 7820-9254
Emerson José, assessor de imprensa. Tel.: (12) 7820-9464
Manuel, assessor de imprensa. Tel.: (12) 9744-6526


